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domingo, 17 de julho de 2011

ASSIM É SE LHE PARECE

Namoro de adolescentes vai se transformando, mesmo depois de aparecer um filho dele de um relacionamento anterior, mas o mais importante era limpar o sangue e esse relacionamento foi se desenvolvendo com alguns senões. No meio uma tia que a criou e um apartamento de classe média.
Durante o tempo em que os dois cursavam faculdade a espera foi pela formatura, que veio e dos dois se casaram, desempregados na esperança de um emprego prometido para ele por uma madrinha concubina de um executivo, portanto poderosa.
Emprego arranjado às coisas começaram a ficar interessantes passando por uma explicação tipicamente freudiana.
Marido da afilhada da concubina começa a se achar poderoso e as relações amorosas vão ficando torrentes e a tia que não conseguiu casar, mas teve alguns "namorados" ou “Ficantes” como diz a rapaziada de hoje e apesar da idade o "fogo" não tinha diminuído, mas a esta altura arranjar um parceiro ficava difícil, o apartamento era pequeno para despertar o interesse de quem quer que fosse.
Restava-lhe pouco neste mundo cruel com ancião sem dinheiro, mas a fila anda e vamos descobrindo formas e formas de masturbação. E dentre muitas o ouvir ou olhar é altamente gratificante, tanto com o som como com o voyaerismo mesmo que seja com binóculo ou luneta.
A tia desenvolveu uma técnica quase que perfeita que era subir num banquinho de onde tinha uma visão perfeita da desenvoltura do casal na cama, mas um dia ela estava mais excitada do que de costume e o orgasmo veio com uma violência avassaladora e ela não conseguiu se equilibrar em cima do banquinho e ploft foi ao chão.
Como o barulho dentro do quarto era maior ouviram o baque e foram ver do que se tratava e veio a desculpa de estar olhando uma roupa estendida de forma que precisou do banquinho e ele escorregou.
Evidentemente que não convenceu e passaram a dar mais visibilidade para que a anciã não ficasse sofrendo tanto pela falta de quem pudesse soltar um leitinho dentro dela.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

JÁ TEVE

Rio Branco no Acre é uma cidade fantástica, aliás o Acre inteiro. Diferente de tudo o que se vê por este Brasil a fora . Na realidade o Acre deveria ter ficado independente do Brasil, mas aí é outra história.
Rio Branco já teve mulher prefeita, mulher presidente do Banco da Prefeitura. Sim a Prefeitura de Rio Branco teve um Banco, na década de 50 ele foi fechado. Não se sabe exatamente por que motivo.
Vive-se como se o mundo fosse acabar amanhã.Produziu figuras fantásticas em todas as áreas, poetas, advogados, jornalistas, dentistas médicos e até banqueiros que se tornaram banqueiros no Rio de Janeiro. Todas estas figuras se destacaram fora do Acre por méritos absolutamente pessoais.
E o que dizer de Sena Madureira, acho que fundada pelos Ingleses, cidade projetada todas as ruas largas e simétricas que até bonde já teve quando não havia eletricidade em nenhuma outra parte do Acre parece que dirigida por um dentista Baiano.
Tauaracá que ninguém sabe porque nascem mulheres tão bonitas e o ABACAXI de tamanhos desproporcionais e nunca se fez nenhum estudo para ser plantado de forma racional e explorado comercialmente.
O Acre precisa deixar de ser a TERRA DO JÁ TEVE. Se faz mister que tenhamos governantes inspirados nas coisas existentes, e nas que já se teve e deixadas para trás sem nenhuma explicação plausível .
E a frota fluvial do Governo que trazia os produtores localizados rio abaixo e levava os produtores rio acima para as suas casas quando abasteciam a cidade com produtos comestíveis?
Cruzeiro do Sul que sempre figuras acima do seu tempo, assim como igreja revolucionária em benefício do município, trazendo sempre formulações da Alemanha até para dar cursos das mais variadas especialidades.
Xapuri com as suas produções de seres humanos sempre acima da média, também em grande destaque mundo afora. Local de grandes lutas desde a Revolução ( a verdadeira ) até os dias de hoje.
Brasiléia que já foi Brasília com a sua proximidade da fronteira é um pouco diferente das demais cidades fronteiriças.
Sem deixar de falar de FEIJÓ talvez uma das primeiras cidades a conviver com uma tribo indígena pacificamente terra de médico preto com algumas decendências que não eram chamadas de pretos e sim de morenos porque tinham pais jurídicos, terra do primeiro Governador do Estado, uma figura maior e também a frente do seu tempo. Também produziu figuras exdrúchulas que mantinham romances com animais irracionais.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A "PUDICA"

Existia em Rio Branco no Acre, uma figura da chamada alta sociedade, cujo marido exercia um cargo cobiçado da esfera federal. Ela era uma figura do absurdo sempre preocupada com a virgindade das moças, e, não podia passar uma em frente a sua casa que ela dava um meio sorriso cínico e tascava, pensa que me engana ah!ah!ah!.... isto tudo para esconder o seu lado pulador de cerca.
A bem da verdade o marido era um banana ao cubo e o desespero dela gigantesco. Ela era uma aflita por homem, de preferência com uma estatura acima da média para a época . Isto para compensar a sua baixa estatura e para ser agarrada de cima para baixo ou talvez colocada no colo em pé.
A bem da verdade de onde ninguém imagina é que surgem as coisas. Nunca se  imagina uma relação entre uma moradora de um prédio e o porteiro ou o faxineiro, muito menos com um vizinho.
Ocorre que na época Rio Branco não tinha motéis e muito menos carros (muito poucos) e então o risco aumentava de forma avassaladora,  que em alguns casos pode até aumentar o desejo sim porque só restava aguardar uma saída clássica que se dava com frequência do marido para o carteado com retorno sempre demorado.
Foi então feita a combinação e o vizinho alto bonitão e do ramo que acabara de chegar do interior, e portanto a figura perfeita. Pouco conhecido na cidade e irresistível na sua cabeça aflita.
A favor a luz que apagava sempre por volta das 21 horas e o horário mais ou menos permanente da volta do marido. E num belo dia o marido começa a perder no jogo diante de tão malfadada noite no carteado resolve voltar mais cedo do que de costume.
Deu-se então de forma desesperada, a pulada de janela nu com a roupa de baixo do braço, e ela a dar explicações as mais estapafúrdias. E ele querendo escutar o que ela dizia fizeram uma combinação venderiam tudo e iriam embora para o Rio de Janeiro que à época era o destino número um dos acreanos.
E assim foi feito, só que enquanto esperavam a legalização dos bens vendidos ela fica de cabeça branca, não se sabe se deixou de pintar o cabelo ou se foi o susto do flagrante.
No Rio de Janeiro foram felizes, mudaram´se para uma capital do Nordeste e felizes viveram até a morte.
As vezes basta mudar o sofá de lugar e a vida continua.

O ROMANCE PROIBIDO

Casado, casada, amiga da mulher dele vizinhos de rua em Copacabana e eis que os dois começam a transar sem que a mulher dele e o marido dela soubessem, claro.
Nesta época surgiu a PÍLULA , e ele preocupado perguntou se ela a tomava, no que ela se posicionando disse, ora eu estou casada a dez anos e nunca tive nem ameaça quanto mais gravidez, no que ele ponderou, o teu marido é francês mas eu sou nordestino e nordestino é raça em extinção, de modo que acho melhor você se proteger ,a esta altura camisinha era rara. Existia, mas, era rara.
Eis que surge o esperado ela estava grávida, e, o que fazer, procurou a mãe que também morava na mesma rua pedindo ajuda para fazer o aborto. A mãe mais do que depressa disse aborto e eu que estou louca para ser avó como fico?, este namorado é preto? não. É asiático? não. É indiano? também não, ora então preciso conhecê-lo.
A filha foi e disse que ele saia todos os dias po volta de 9 horas da manhã, pois, vamos para perto do prédio dele e ficamos do outro lado da rua de modo que ele não nos veja. E, assim fizeram. Eis que surge o namorado, é aquele ali, a mãe então disse aquele branco magrinho, é, ora que aborto que nada ele é a cara do teu marido.
O marido ficou extremamente feliz como qualquer pai diante na perspectiva do primeiro filho de uma relação cheia de amores.
Veio o parto, duas gêmeas univitelinas, e, o pai mais do que depressa registrou-as.
Anos depois o pai JURÍDICO veio a morrer.
O pai biológico também morreu os dois em diferentes épocas. E o segredo foi para o túmulo, menos para ela, a mãe,  uma amiga e um amigo dele.
Sem sombra de dúvidas que trata-se de uma "BUCETA ASSASSINA", e, como todas perseguida e desejada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

LOURIVAL, O BOM

Lourival, um pernambucano perdido no Rio de Janeiro, vai trabalhar como faxineiro num edifício de classe média no CATETE , muito jeitoso, solícito, quando perto da portaria nunca deixava uma mulher carregar embrulhos tratando-as de "madama" o que as deixava se achando importante.
Prédio clássico de garconiere ou de morada de mulheres que tinham como amantes homens casados, algumas até com filhos.
Eis que surge um fazendeiro mineiro com uma amante linda , maravilhosa, com um corpo escultural, loura bunduda como se mulata fosse, alguns pequenos traços de miscigenação.
O mineiro visitava-a uma vez por mês nunca ficando mais de uma semana o que o deixava sempre nervoso.A qualquer contato o seu desconforto era visível. A figura de Lourival, sempre muito atencioso e respeitador levou-o a uma abordagem infalível.
Nesta época o salário mínimo girava em 62,00 (sessenta e dois cruzeiros), e, o mineiro querendo se acalmar vai ao Lourival e faz uma proposta mais do que irrecusável, ele teria 100,00 (cem cruzeiros) por mês para fazer um relatório a respeito do comportamento da dona Júlia, no que Lourival no primeiro momento não quis aceitar dizendo que a dona Júlia tinha um comportamento exemplar, mas, isto não foi suficiente para acalmar o mineiro aflito que sabia que era muita areia para o caminhão dele.
Todos os meses Lourival fazia o seu relatório do jeito que o mineiro queria escutar, fato que tornou-os amigos a ponto de levá-lo para almoçar por vários domingos na sua casa em VILAR DOS TELES na baixada fluminense (bastante longe do Catete), onde Lourival vivia com mulher e cinco filhos.
Só não sabia e nunca soube o mineiro que o Lourival tomava conta da dona Júlia de maneira exemplar levando-a para a cama nos intervalos mineirísticos ,assim como também recebia uma mesada da dona Júlia, por "serviços" mais do que relevantes.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O superticioso

Existia em Rio Branco no Acre, precisamente no segundo distrito o bar do assem chamado brotinho, local onde
se reuniam os amigos para jogar conversa fora tomando um cafezinho, uma cerveja ou jogando gamão.
Numa tarde reuniram-se o MAJOR Barros, dono do seringal bagaço e os seus filhos homens, NONATO, APRIGIO, FLORIANO E JOÃO, a conversa girava em torno da administração do seringal, já que o pai depois da morte da mulher foi morar em Belém, e, Nonato, Aprigio e Floriano administravam o seringal enquanto João andava subindo e descendo os rios Acre e Purús com a sua lancha musical.
Os filhos conversaram durante muito tempo prestando contas das suas atividades e quiseram convencer o pai de que ele devia dividir o seringal, ocorre que o Major tinha mais quatro filhas, todos filhos da dona Cleonice mais conhecida como QUILÉ.
Os filhos continuavam conversando em torno da proposta de dividir o seringal e o Major só ouvindo e olhando, quando de repente ele vira-se e diz. Vocês são uns poetas eu vou enterrar todos vocês, quando então o João muito supersticioso disse:  A MIM VOCÊ NÃO ENTERRA, e os tempos se passaram e o Major enterrou todos os filhos homens, menos o João.
Ninguém disse nada, morreram todos. O major morreu em Belém beirando os cem anos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O PICARETA, OU O CAFETÃO AS AVESSAS

Figura sinistra, andava sempre muito bem vestido conversa de derrubar poste, adorava sair com prostitutas.
Casado, família formada e o cacoete continuava já numa época em que a prostituição estava em baixa. Por incrível que pareça depois do advento da "AIDS" ela voltou a ficar em alta por causa da camisinha, e lá ia ele nas suas abordagens sinistras que consistia em perguntar "quanto era o câmbio" sempre escolhendo as mais caras. E sempre pagando adiantado o que a deixava tranquila.
Dirigiam-se para o motel e ele sempre pedia para que ela fosse tomar banho primeiro. Esta era a senha da sacanagem, e, o banho com o programa já pago era um banho de princesa sem nenhuma preocupação de tempo.
Durante o banho ele pegava a bolsa dela e tirava o dinheiro que já havia dado.
É o que se chama no Nordeste e no Norte do "CHECHEIRO".